Violência no Namoro


Uma das preocupações dos pais nos dias de hoje é reconhecer se o seu filho/a se encontra numa relação de namoro violenta. Afinal, o que é a violência no namoro? Existe violência quando, no contexto das relações de namoro, um dos parceiros (ou mesmo ambos) é violento com o objetivo de se colocar numa posição de poder e controlo sobre o outro. Esta violência pode assumir diferentes formas (emocional, verbal, psicológica, física ou sexual), algumas muito subtis, sem que a vítima se aperceba da situação.

O ciúme muitas vezes funciona como um fator fundamental para manter uma relação violenta, confundindo-se como uma prova de amor, sendo frequentes nestas idades a chantagem e a pressão para manter relações sexuais.

À medida que a relação se vai consolidando, o/a jovem envolve-se numa relação marcada por ameaças, insultos, agressões, perseguições, controlo de horários, telefonemas, vestuário, amizades, entre outros. É frequente a culpabilização da vítima, até porque essa é uma das estratégias utilizadas pelo agressor, que costuma mostrar-se arrependido e carinhoso após a agressão. A confusão gerada por estes comportamentos contraditórios e a expectativa de mudança fazem com que a relação se mantenha num círculo vicioso que alterna entre momentos de agressão e tréguas.
Mas porque acontece? Ter namorado ainda é sentido, sobretudo pelas jovens, como uma forma de afirmação e de integração em grupo de amigos, preferindo estar “mal-acompanhadas” que sós, o que acontece até nos adultos. E lembre-se de que a violência nas relações de intimidade não escolhe idade, sexo ou estatuto sócio-económico e cultural.
Desde pequenos aprendemos modelos de relação através da observação do que se passa na nossa família. Assim, crianças e jovens oriundos de famílias violentas têm maior tendência para adotar comportamentos violentos em relações futuras. Uma educação baseada no respeito, na igualdade e na partilha de tarefas e atividades entre homens e mulheres é um fator de prevenção de relações violentas, competindo a todos os pais e educadores a tarefa de transmitir a mensagem de que a violência é inaceitável.

À semelhança de outras fases na vida dos nossos filhos, também na adolescência a presença de pais atentos, afetuosos e disponíveis é um aspecto imprescindível para o seu desenvolvimento harmonioso.

Caso pretenda informação mais detalhada sobre este assunto consulte o nosso site: www.arsalgarve.min-saude.pt/saudeeviolencia
Fonte: 
Grupo de Trabalho da Violência ao Longo do Ciclo de Vida – ARS Algarve, IP Outubro de 2012