Desenvolvimento Social dos 2 aos 4 anos

Aos 2 Anos

O contacto com a criança já pode (e deve) ser mais "cuidado", no sentido de começar a "despertar" e a valorizar as competências sociais, ou seja, a forma como se relaciona com os outros. A criança deve ser ensinada a utilizar o "obrigado" , o "por favor", o "olá", a respeitar os outros, assim como a saber esperar pela sua vez (ainda que seja por curtos períodos de tempo).
É uma fase importante para a integração das regras, sendo igualmente importante celebrar/festejar com as crianças as suas primeiras conquistas.
Não descure nunca as regras e a rotina criada para o dia a dia. Para tal , estimule a criança a criar hábitos, que são organizadores e válidos para a sua saúde mental.

Não menos importante, não se esqueça de elogiar o seu filho, sobretudo quando cumpre as suas indicações ou quando realiza alguma conquista, no entanto, ainda que não termine com êxito uma tarefa , só o seu esforço deverá ser valorizado.

É uma altura importante para alargar os contactos privilegiados com a mãe e com o pai aos outros membros da família. É enriquecedor o contributo que cada um dá na relação que estabelece com a criança mas todos deverão estar em concordância nos aspectos principais e mais relevantes da sua educação.
Paralelamente, deve proporcionar ao seu filho(a) a interacção com outras crianças.


Aos 3/4 Anos

O que caracteriza significativamente esta idade é a capacidade da criança começar a percepcionar o mundo para além de si, tornando-se progressivamente menos egocêntrica.

Verifica-se simultaneamente a capacidade de aprendizagem e de entendimento do que pode ou não deve fazer em sociedade-adquire padrões de comportamento.

Compreende que as suas acções podem afectar o outro e que este também tem os seus próprios sentimentos.

Aqui os pais - principais modelos para a criança - têm um papel preponderante, pois devem determinar se uma dada acção foi má ou boa, menos ou mais adequada mediante o contexto, recompensando ou não a criança consoante as suas acções.

Verifica-se o chamado processo de identificação. As crianças passam a identificar-se com outra pessoa por vários motivos: laços de amizade, preferências e semelhanças fisicas e/ou psicológicas.

Torna-se mais significativa a diferenciação entre crianças do sexo masculino e do sexo feminino, tanto nos aspectos fisicos como nos psicológicos, traduzindo-se na escolha de alguns brinquedos, aparência, atitudes, sendo por vezes reforçada pelos adultos.

Fonte: 
Maria José Fernandes – Psicóloga Clínica (Coordenadora da Área de Psicologia de Saúde do Hospital de Faro, E.P.)
Joana Gomes - Psicóloga Clínica