Afogamento, ainda uma realidade assustadora!


É a segunda causa de morte acidental infantil!
Ocorre habitualmente de forma silenciosa e rápida, em ambientes familiares como a banheira, piscina, lago de jardim, poço, tanque, rio, praia, baldes e alguidares.
Quando uma criança se afoga não se ouve barulho, porque ela não esbraceja, não grita. Tem a cabeça proporcionalmente maior e mais pesada em relação ao restante corpo, pelo que esta é a primeira a entrar, quando se desequilibra. Quando cai na água desmaia causando lesões cerebrais em 5 minutos e morte em 20 minutos.
Muitos afogamentos de crianças ocorrem porque os adultos se ausentam por “um minuto” para atender o telefone, ir buscar o lanche, etc.
Piscinas – grande perigo de afogamento!
Devem ser cobertas e / ou possuir vedação constituída por um portão que se feche e tranque automaticamente, com fecho fora do alcance das mãos, um mecanismo só possível de abrir através de duas acções distintas e coordenadas e não ser escalável. Sem intervalos que permitam a passagem da cabeça ou de outras partes do corpo da criança e ser sólido e estável. Nenhum sistema é totalmente à prova de criança. O que se pretende é atrasar o acesso à água, dando mais tempo ao adulto para detectar quando falha a sua vigilância.
Nas zonas agrícolas cuidado com a segurança à volta dos poços e tanques.
Recomendações: - Frequentar praias e piscinas vigiadas;
- Localizar o nadador salvador e informar-se sobre as precauções a tomar;
- Utilizar braçadeiras ou coletes ajustados ao corpo;
- Habituar as crianças a andar de braçadeira junto aos ambientes aquáticos;
- Vigiar permanentemente a criança quando estiver na água ou perto dela;
- Retirar da piscina todos os brinquedos flutuantes e apelativos que possam atrair a criança;
- Quando houver festas com muita gente estabelecer um sistema de vigilância, que pode ser rotativo, no qual há sempre um adulto designado para a tarefa exclusiva de olhar pelas crianças que se aproximam da zona da piscina;
- Explicar os perigos de nadar em piscinas ou no mar;
- Ensinar as crianças a nadar e a ter comportamentos seguros na água;
- Usar bóias ou colchões pode ser perigoso;
- Formação em primeiros socorros, porque são os familiares que habitualmente encontram as crianças;
- Vigilância redobrada quando for de férias, principalmente no 1º dia, até conhecer bem o local;
- Trancar portas de acesso a locais com água;
- Esconder a tampa da banheira, para que a criança não consiga enchê-la sozinha;
- Protecção das piscinas com barreiras físicas.

Saber agir para prevenir ou actuar em caso de afogamento, está na mão de todos nós!

Fonte: 
Dra. Tânia Monteiro (médica interna do Serviço de Pediatria do CHBA)